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Volkswagen T-Cross é lançado com motor 1.4 turbo de 150 cv exclusivo para o Brasil

Após meses dos costumeiros “flagras”, teasers e informações despejadas a conta-gotas, a Volkswagen acaba de lançar, enfim, o T-Cross – primeiro SUV compacto da marca alemã. A apresentação de lançamento aconteceu simultaneamente na em Amsterdã, na Holanda; Xangai, na China; em São Paulo, no Brasil. E, quem diria, a versão brasileira é maior, mais potente e melhor equipada que a versão europeia.

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Podemos dizer que a Volkswagen chegou um pouco tarde ao segmento que, atualmente, é o mais movimentado do mercado. Com o T-Cross, a VW espera ter uma boa arma para enfrentar o Nissan Kicks, o Honda HR-V, o Jeep Renegade e Hyundai Creta no Brasil.

Para tal a fabricante apostou em uma interpretação mais ousada de sua identidade visual atual, construída sobre a onipresente (e eficiente) plataforma MQB – que atualmente é a base de diversos modelos espalhados pelas marcas do grupo – VW Polo, Golf e Jetta; Audi A1, A3 e TT; além de carros fabricados pela Seat e pela Skoda.

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O visual do carro não era exatamente um segredo – a partir das imagens “vazadas” e da própria sequência de teasers da Volks já era possível adiantar boa parte do T-Cross no departamento estético. No entanto, só agora que o carro completo foi apresentado é que temos uma noção real de suas dimensões, que são compactas no papel e na prática. A versão europeia tem 4,11 metros de comprimento e o mesmo entre-eixos de 2,56 metros do VW Polo.

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A versão brasileira é um pouco maior, com 4,20 metros de comprimento e entre-eixos igual ao do sedã Virtus, de 2,65 metros. Mas ainda assim o SUV-júnior da VW é mais curto do que os citados rivais – o Jeep Renegade tem 4,23 m de comprimento; o Hyundai Creta tem 4,27 m; o Honda HR-V tem 4,29 m e o Nissan Kicks, 4,30 m. A vantagem fica no entre-eixos: os que mais se aproximam dele são o Nissan Kicks e o Honda HR-V, ambos com 2,61 metros.

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Você pode conferir todas as medidas do VW T-Cross na ilustração abaixo:

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Apesar das dimensões mais avantajadas que na Europa, o T-Cross brasileiro não tem porta-malas maior – e este pode ser um de seus pontos fracos. Com o banco traseiro na posição normal, o porta-malas acomoda 373 litros (contra 385 da versão europeia, por conta da adoção do estepe). O banco traseiro pode ser deslocado para a frente em alguns centímetros e rebater parcialmente o encosto, o que aumenta a capacidade do porta-malas para 420 litros.

Mas voltando ao visual: agora fica claro que o T-Cross foi concebido como uma versão em menor escala de outros SUV da marca, como o T-Roc e o Touareg – especialmente analisando o formato da grade com aletas cromadas e o desenho dos faróis. Durante as apresentações ao redor do mundo, a Volks deixou claro que a o foco foi transmitir robustez e segurança com o design do T-Cross, com uma dianteira alta, linha de cintura robusta e saliente e vincos bem marcados na lateral. Para um SUV as proporções são bem resolvidas, com a coluna C bastante larga e ereta, os arcos das rodas bem preenchidos pelas mesmas e molduras cinza que percorrem todo o perímetro inferior do veículo.

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A versão brasileira recebeu para-choques com desenho exclusivo que, de acordo com a Volkswagen, foram desenvolvidos com base em clínicas com o público – cujo resultado apontou preferência por um visual mais agressivo. As entradas de ar na dianteira são mais avantajadas no T-Cross feito para o Brasil, e o para-choque traseiro ganhou um friso cromado que não existe na versão europeia.

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É na traseira, porém, que se concentram algumas das características mais marcantes do estilo do Volkswagen T-Cross. Começando pelas lanternas traseiras, que trazem lentes escurecidas e elementos internos bem destacados. Estas são ligadas por uma faixa plástica com um refletor embutido que também abriga o logo da Volkswagen. O nome do SUV fica agora centralizado, na parte inferior da tampa do porta-malas. E há elementos cromados espalhados por todo o T-Cross – na grade dianteira, nas molduras dos faróis auxiliares, na base dos vidros laterais e no difusor do para-choque traseiro. As cores serão oito: azul, branco, bronze, cinza, laranja, prata, preto e vermelho.

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Por dentro o Volkswagen T-Cross conserva grande parte do que já se via no Polo e no Virtus – linhas predominantemente retas, a mesma disposição dos elementos (comandos para o motorista, saídas de ar, botões do ar-condicionado e central multimídia) e quadro de instrumentos digital com tela de 10 polegadas (apenas para as versões mais caras) Há algumas diferenças de acabamento, contudo: a versão europeia tem volante de visual mais esportivo e traz algumas opções diferentes de estampas na face do painel. O interior do T-Cross brasileiro, em contraste, é mais sóbrio e com texturas mais limpas.

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T-Cross europeu

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T-Cross brasileiro

Isto posto, o SUV comercializado no Brasil trará equipamentos opcionais ausentes na versão europeia, como iluminação ambiente interna (como no novo Jetta); teto solar panorâmico que, segundo a Volks, é o maior da categoria; saídas de ar e um par de portas USB para os passageiros do banco de trás (além das duas para os bancos dianteiros). Sistema de som Beats de 300W com subwoofer e módulo amplificador, bem como o Park Assist 3.0, completam a lista de opções.

Agora, à motorização: o T-Cross europeu será equipado de início com o motor 1.0 TSI de três cilindros e potência de 94 cv ou 113 cv, além de um turbodiesel de 1,6 litro e quatro cilindros também com 94 cv. No Brasil serão apenas dois motores: o 1.0 turbo de três cilindros e 128 cv no T-Cross 200 TSI; e o 1.4 turbo de quatro cilindros e 150 cv no T-Cross 250 TSI – este, exclusivo para o nosso mercado.

Enquanto lá fora o T-Cross terá câmbio manual de cinco ou seis marchas e transmissão de dupla embreagem e sete marchas, a versão brasileira contará com câmbio automático de seis marchas da Aisin de série. Para o motor 1.0, haverá a opção por uma caixa manual de seis marchas . O que não muda de lá para cá é a tração: ela é apenas dianteira, tanto na Europa quanto no Brasil.

A fabricação brasileira será em São José dos Pinhais/PR, e as vendas, segundo a VW, estão marcadas para começar logo nos primeiros dias de 2019 – embora exista a chance de que atrasem alguns meses. Uma curiosidade: a VW do Brasil também vai fabricar o T-Cross com motor MSI 1.6 16v de 120 cv – esta versão, porém, será vendida apenas nos países da América do Sul.

A Volkswagen ainda não falou em preços, mas o consenso geral é que o T-Cross parta dos R$ 89.000 e não passe dos R$ 110.000. Até o Salão do Automóvel, onde o T-Cross será uma das atrações no estande da Volkswagen, deverão surgir mais informações.

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