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Zero a 300

VW garante futuro dos motores a combustão, Mercedes CLA fracassa no teste do alce, a parceria GM-Honda e mais!

Bom dia, caros leitores! Bem-vindos ao Zero a 300, a nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere conosco.

O Zero a 300 é um oferecimento do Autoline, o site de compra e venda de veículos do Bradesco Financiamentos. Nesta parceria, o FlatOut também apresentará avaliações de diversos carros no canal de YouTube do Autoline – então, clique aqui e se inscreva agora mesmo (e não esqueça de ativar o sininho)!

 

Volkswagen diz que motor a combustão está longe de acabar

Depois de confirmar a permanência do câmbio manual enquanto houver demanda, e de passar os últimos quatro anos dedicada à dissipar a fumaça do escândalo dieselgate com uma enxurrada de modelos elétricos e híbridos, a Volkswagen agora afirma categoricamente que o motor a combustão está longe de acabar.

Não que seja uma novidade — analistas e engenheiros já dizem há anos que os motores a combustão continuarão em desenvolvimento até a década de 2050 —, mas uma declaração formal, vinda de uma fabricante do porte da Volkswagen vai na contramão do discurso politicamente correto que as empresas adotaram na última década.

Em entrevista à revista Autocar, o diretor técnico da Volkswagen, Matthias Rabe, explicou por que a Volkswagen acredita que o motor a combustão “terá um futuro mais longo do que muita gente prevê”, e que faz mais sentido investir em combustíveis limpos porque os veículos elétricos ainda têm muitas limitações em termos de autonomia e as baterias ainda são grandes e pesadas.

“Chegaremos aos combustíveis sintéticos. Se você olhar para a indústria aeronáutica, eles têm uma alta demanda porque os aviões não serão eletrificados — ou você não poderá mais cruzar o Atlântico. Levamos nossas metas de CO2 muito a sério, e queremos ser exemplo neste quesito, mas isso não significa que iremos eliminar o motor a combustão”, disse.

Além de Matthias Rabe, quem também mencionou a longa vida dos motores a combustão foi o chefe de pesquisa e desenvolvimento da BMW, Klaus Froelich. Segundo o engenheiro, a BMW irá desenvolver este tipo de motor por mais 30 anos, pelo menos, e os motores com baixa demanda ou caros demais (poderia ter falado logo “V12”) serão descontinuados, mas os motores a diesel ainda têm 20 anos pela frente, enquanto os motores a gasolina terão ao menos 30 anos.

Isso mantém as previsões já não muito novas de que o pico do desenvolvimento dos motores de combustão interna acontecerá na década de 2050. Agora, com o desenvolvimento dos chamados combustíveis sintéticos, é muito provável que não seja nossa geração a testemunha da morte da combustão interna. (Leo Contesini)

 

Mercedes-Benz CLA fracassa no teste do alce

No mundo da moda, da música e das artes em geral é comum a noção de que as influências e inspirações se repetem em ciclos de 20 anos. Parece que na Mercedes há algo do tipo acontecendo. Foi há 23 anos que o Classe A de primeira geração (W168) capotou no teste do alce, em um dos maiores fiascos já vistos na indústria automobilística. Desde então a Mercedes nunca mais passou por esta situação… até que alguém colocou seu novo CLA para fazer o teste.

Este alguém é o site espanhol KM77, que colocou o CLA no “teste de esquiva” (uma boa tradução, aliás…) e descobriu que ele não consegue manter a trajetória durante o desvio simulado no teste, “espalhando” a dianteira demasiadamente, o que pode ocasionar invasão da pista contrária ou colisão contra a barreira central da pista. O teste é realizado diversas vezes com velocidade sempre crescente. Na tentativa de 76 km/h o Mercedes já saiu desequilibrado no desvio e teve uma sequência de sub-esterços no retorno.

A publicação também testou a perua do CLA, a CLA Shooting Brake, mas ela não teve o mesmo problema, apesar de estar equipada com os mesmos pneus e na mesma configuração CLA200, com o motor 1.3 turbo de 163 cv. (Leo Contesini)

 

Mercedes-Benz EQS ganhará versão AMG

Falando em futuro elétrico: depois do SUV EQC, o próximo elétrico da Mercedes-Benz deverá ser o sedã EQS. O carro terá o porte de um Mercedes-Benz Classe S, e será o primeiro da linha EQ ao utilizar a nova plataforma EVA (Electric Vehicle Architecture) da Mercedes. E ele também será o primeiro a dar origem a um modelo AMG – um AMG de verdade, e não um AMG-Line como o EQC.

Quem diz são os britânicos da Autocar, que cita um “engenheiro do alto escalão” dentro da Mercedes como fonte. De acordo com eles, enquanto as versões comuns do EQS terão dois motores elétricos com cerca de 480 cv e 77 kgfm de torque, o Mercedes-AMG EQS terá “bem mais de 600 cv e 91 kgfm de torque”, também utilizando dois motores elétricos.

 

Se for para apostar, diríamos que o informante da Autocar está sendo propositalmente modesto, só para despistar. Isto porque, segundo a publicação, o Mercedes-AMG EQS será uma resposta ao Tesla Model S, que atualmente tem 795 cv em sua versão mais poderosa – e deverá passar tranquilamente dos 800 cv na versão com o conjunto elétrico “Plaid”, com três motores elétricos.

O Mercedes-Benz EQS será vendido paralelamente ao Classe S e, para destacar-se do icônico sedã de luxo da Mercedes, terá um design mais limpo, com proporções futuristas – capô curto e silhueta suave – e design baseado no conceito apresentado em 2019. A Autocar também diz que a Mercedes-AMG adotará em seus modelos elétricos uma estratégia parecida com o que vem fazendo com seus carros movidos a combustão – isto é, compartilhará o mesmo powertrain entre diferentes modelos. Fala-se em uma versão AMG para um sedã menor que o EQS (possivelmente chamado EQE) e também para o Classe G elétrico (que deverá se chamar EQG), previstos para depois de 2022. (Dalmo Hernandes)

 

Novo Nissan Versa é adiado para agosto

Em meio à pandemia do novo coronavírus, a indústria automobilística está pisando no freio em relação a seus lançamentos.

O mais recente modelo adiado é o novo Nissan Versa. O sedã foi apresentado no México no começo do ano e estava previsto para chegar ao Brasil em junho, para encarar o Chevrolet Onix Plus e o Volkswagen Virtus. Agora, o calendário foi alterado e, segundo os colegas da Quatro Rodas, o Versa será lançado em agosto, se tudo correr bem.

O modelo adaptado para o mercado brasileiro, equipada com o motor 1.6 de 114 cv usado no Nissan Kicks, iria começar a ser produzido no último dia 30 de março. Agora, como a fábrica no México está fechada e deverá permanecer assim até o dia 15 de abril, pelo menos, a filial brasileira da Nissan foi forçada a atrasar seu cronograma.

E, ainda assim, não é possível cravar que o carro comece a chegar às concessionárias em agosto – com a imprevisibilidade da situação da Covid-19, existe a possibilidade de as fábricas continuarem fechadas por mais tempo. (Dalmo Hernandes)

 

Audi RS6 também ganha versão de até 750 cv da ABT

Além do Audi RS7-R que mostramos aqui há alguns dias, a perua RS6 também passou pelas mãos da ABT. O que é totalmente esperado, visto que ambos os modelos têm o mesmo motor – e que a ABT não pode ver um esportivo da Audi sem ceder à tentação de fuçar nele.

O motor em questão é o V8 biturbo de quatro litros da Audi, que normalmente entrega 600 cv e 81,6 kgfm de torque, mas na perua preparada pela ABT chega aos 740 cv e 93,8 kgfm de torque. De acordo com a ABT, é a potência extra foi obtida com novos turbocompressores, um intercooler maior, uma reprogramação na ECU e um sistema de escape feito sob medida.

A Audi RS6-R vai de zero a 100 km/h em 3,2 segundos – uma vantagem de 0,4 segundo em relação à RS6 “normal”, que faz o mesmo em 3,6 segundos.

Da mesma forma que o RS7-R, a Audi RS6-R terá 125 exemplares vendidos pela ABT. Mas, diferentemente do cupê de quatro portas, a perua ganhou modificações estéticas mais discretas, sem os detalhes em vermelho nas peças de fibra de carbono. Apropriado para um carro de família, não é?

É claro que ainda estamos falando de uma super perua, e a ABT ainda deu à RS6-R amortecedores ajustáveis, barras estabilizadoras mais grossas desenvolvidas in-house, e detalhes de acabamento em fibra de carbono do lado de dentro, incluindo volante, console central e painel de instrumentos. (Dalmo Hernandes)

 

Volkswagen Fox continuará produzido até 2021

Há alguns meses dissemos aqui mesmo no Zero a 300 que o Volkswagen Fox continuaria em linha até 2021 ou 2022, quando finalmente seria descontinuado para dar lugar à nova geração do Gol. E embora esteja meio esquecido nas concessionárias e apagado pelos irmãos mais novos, ele está prestes a ganhar a linha 2021, segundo a apuração dos camaradas do Autos Segredos.

A produção da linha 2021 começará assim que a Volkswagen retornar da quarentena, que termina em maio. Para continuar em produção, o Fox precisou receber o sistema ISOFIX, cintos de três pontos e o terceiro apoio de cabeça no banco traseiro.

Com a produção, o Fox se dirige para seu 18º ano-modelo, e seu 17º ano de produção, o que faz dele o segundo carro mais antigo produzido no Brasil atualmente, atrás somente da primeira geração da Fiat Strada. (Leo Contesini)

 

General Motors e Honda se juntam para desenvolver novos carros elétricos

O futuro dos carros é elétrico e repleto de parcerias entre as fabricantes. Como a General Motors e a Honda, que anunciaram na última sexta-feira (3) uma colaboração para desenvolver dois novos carros elétricos. Os carros utilizarão a recém-apresentada plataforma global da GM para modelos elétricos, mas terão design criado pela Honda. Os dois modelos utilizarão a marca Honda, mas deverão ser produzidos nas fábricas da GM nos Estados Unidos, começando em 2024.

A nova plataforma da GM tem como diferencial as baterias Ultium, cujas células podem ser distribuídas horizontal ou verticalmente, o que aumenta a flexibilidade da estrutura. Como isto será aproveitado nos novos veículos ainda é um mistério – ou seja, ainda não há qualquer informação sobre o segmento que cada veículo ocupará. O que se sabe, porém, é que os carros terão não apenas a plataforma da GM, mas também contarão com o sistema OnStar de segurança e proteção da GM – e este será integrado ao sistema HondaLink.

As duas fabricantes ressaltam a importância da parceria para acelerar o desenvolvimento de tecnologias para os carros elétricos, e também para conter custos na transição da indústria para os novos tempos – reduzindo os custos de desenvolvimento e produção e, com isto, possibilitando preços mais acessíveis para os clientes. (Dalmo Hernandes)

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