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Zero a 300

VW pode ingressar na F1, suspeita de fraudes em táxis no RJ, sheik do Catar destroi LaFerrari e foge, Volkswagen e Audi acusadas de fraude em carros a diesel e mais!

Este é o Zero a 300, nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo, caro car lover. Assim você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere com a gente!

 

Volkswagen pode estar perto de entrar na Fórmula 1 através da Red Bull Racing

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Há quase um ano, em outubro de 2014, a imprensa europeia começou a circular boatos de que a Audi deixaria o Mundial de Endurance (WEC) para disputar a Fórmula 1 em uma parceria com a Red Bull Racing. Os rumores da época diziam que a marca das argolas estava desenvolvendo uma “unidade de força” turbo-híbrida de seis cilindros para assumir o lugar da Renault/Infiniti como parceira da Red Bull Racing ou então assumir a operação da Toro Rosso.

Os boatos acabaram esfriando aos poucos, mas na semana passada Red Bull anunciou o fim da parceria com a Renault para fornecimento de motores para a equipe. Segundo o chefão da equipe austríaca, o acordo foi interrompido em um acordo mútuo. A Red Bull credita o fraco desempenho da equipe nas últimas duas temporadas à falta de potência dos novos motores turbo da Renault.

E isso nos traz de volta à história de que a Audi (ou o Grupo Volkswagen) estava desenvolvendo um powertrain híbrido para a Fórmula 1. Segundo Eddie Jordan, fundador da equipe que levou seu nome entre 1991 e 2005 e agora comentarista de F1 da BBC, a Volkswagen e a Red Bull já estão em uma fase final de negociações, não apenas para fornecer motores, mas para comprar a equipe. A Red Bull, contudo, continuaria batizando a equipe, mas como patrocinadora principal, algo semelhante ao que já acontece com a equipe da VW no Mundial de Rali (WRC).

Quanto à Renault, o fim do acordo com a Red Bull também pode significar o fim do programa dos franceses na categoria — a menos que a compra da Lotus pela fabricante seja concretizada. Nesse caso, a Renault voltaria a ter uma equipe de fábrica na F1 depois de A história da Renault na Fórmula 1 – parte final: a volta da equipe de fábrica e o bicampeonato de Fernando Alonso.

Ainda não ficou claro qual marca do Grupo Volkswagen irá desenvolver o motor — a Audi é a favorita, mas isso significaria o fim de seu programa em Le Mans, e a possível devolução do trono de Sarthe para a Porsche. Contudo, a imprensa europeia não descarta a possibilidade de que o conselho do Grupo VW opte por outra de suas marcas — vale lembrar que Bugatti e Bentley têm história no automobilismo, enquanto a Lamborghini poderia voltar à Fórmula 1 de forma melhor estruturada que no começo dos anos 1990.

Caso tudo se confirme, o novo motor só começará a ser usado em 2018. Até lá, a Red Bull comprará motores de outra fornecedora — provavelmente a Ferrari, segundo o pessoal do Autoblog.;

 

Taxista denuncia fraude em táxis do Aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro

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Um taxista auxiliar foi demitido da cooperativa em que trabalhava depois de denunciar aos colegas o uso de um equipamento que aumentava o valor exibido no taxímetro dos carros. O auxiliar registrou a ocorrência no começo da semana passada, apresentando um vídeo e a gravação das ameaças que sofreu após revelar sua descoberta.

O sistema acelera o taxímetro e é acionado por um botão instalado próximo aos pedais do carro, o taxista acelera o relógio quando o passageiro está distraído e, com isso, aumenta o valor da corrida. O principal alvo dos taxistas são os turistas que chegam à cidade pelo Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim.

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A história toda foi relatada pelo próprio taxista, que não quis se identificar, ao Portal G1. Segundo o relato feito ao site, o taxista pretendia deixar a profissão por conta da fraude. Ele trabalhou três meses com o carro, levou a denúncia aos diretores da cooperativa, mas nada foi feito. Após comunicar ao dono do carro (o dono do alvará), acabou dispensado e, em seguida, começou a ser ameaçado. De acordo com o homem, 70% dos táxis da cooperativa têm dispositivos semelhantes, que são instalados por ex-técnicos do Instituto de Pesos e Medidas, e são removidos sempre que há fiscalização.

A cooperativa tem outra versão para a história: a denúncia é supostamente uma armação com fins de chantagear o permissionário/dono do carro. Segundo o diretor-presidente da cooperativa, Ricardo Telles, o dono do táxi é um homem de 70 anos que está prestes a se aposentar, e passou a ser chantageado depois que o taxista contratado passou a ter dificuldades de pagar as diárias de R$ 130. Sem acordo, o motorista supostamente instalou o sistema no carro por conta própria e passou a chantagear o dono do táxi pedindo R$ 20.000 para não divulgar o vídeo. A cooperativa ainda diz que todos os veículos da frota são vistoriados e não há histórico de fraudes.

 

Bentley quer criar supercarro para celebrar seus cem anos

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Em entrevista à revista Top Gear, o CEO da Bentley, Wolfgang Dürheimer, disse que a comemoração do centenário da empresa, em 2019, deve ser celebrado em alto estilo. Segundo ele, seria “a ocasião ideal para criar um carro de série limitada”. Considerando o que a empresa já tem em sua lista de modelos, só resta esperar por um supercarro.

Além dele, a Bentley também deverá trazer ao mercado a versão de produção em série do conceito EXP 10 Speed 6. Segundo o executivo, outubro será o mês decisivo para o modelo dentro da empresa. Se for aprovado, ele deverá usar fibra de carbono e componentes de baixo peso para concorrer com os melhores carros de seu segmento. Talvez ele próprio se torne o carro do centenário da Bentley. Se for, poucas empresas terão feito cem anos em tão boa forma.

 

Xeque do Qatar destrói LaFerrari e foge dos EUA

Se você não viu esse vídeo, há alguns dias, assista primeiro para entender a história.

Um cara saiu de uma mansão com essa Ferrari LaFerrari amarela e esmerilhou o carro pelos quarteirões residenciais de Beverly Hills. Quase bateu o carro em um cruzamento, seguido por um Porsche GT3, aparentemente, e indignou os moradores das redondezas.

Consta que o valentão, ao sair de sua LaFerrari, disse que tinha imunidade diplomática, que poderia ter matado o cara que filmou o barbaridade e saído livre e ainda jogado nele a bituca do cigarro que fumava. O caso, como se deve imaginar, ganhou uma tremenda repercussão nos EUA.

Agora, descobriram que o fulano que dirigia a LaFerrari era ninguém menos do que o xeque Khalid bin Hamad al Thani, membro da família real do Qatar. Conhecido no mundo do automobilismo, ele não tem imunidade diplomática coisa nenhuma. Tanto que fugiu dos EUA assim que pôde. Levando sua LaFerrari fumante, seu GT3 e o Bugatti Veyron. A mansão em que estava era alugada e já está vazia.

Como ainda pode ser processado, é bem possível que Al Thani não dê as caras nos EUA por um bom tempo. Ruim é imaginar que, onde quer que ele tenha se refugiado, ainda estará colocando carros e pessoas em risco. Inclusive os dele.

 

Volkswagen e Audi são obrigadas a fazer recall de carros diesel nos EUA

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A Volkswagen e a Audi foram intimadas pela EPA (Environmental Protection Agency, ou Agência de Proteção Ambiental), nos EUA, a convocar 500 mil carros diesel para reparos. O problema não é exatamente um defeito, mas uma programação intencional. E malandrinha.

A EPA descobriu que os Audi e Volkswagen conseguiam detectar o ciclo de testes de emissões e, nessa situação (e apenas nela), ativavam os sistemas de controle de emissões de óxidos de nitrogênio (os NOx). Fora do ciclo de testes, os carros emitiam até 40 vezes mais óxidos de nitrogênio do que a legislação americana (a Tier 2, Bin 5) permite.

Estima-se que o custo do recall ficará em ate US$ 18 bilhões. Isso porque, se não houver um jeito de corrigir o que a EPA chama de “sistema enganador”, os carros terão de ser tirados de circulação. O chamado inclui modelos vendidos de 2009 a 2015.

A Volkswagen e a Audi eram as únicas empresas que vendiam modelos diesel que não precisavam de ureia para conter os NOx. No Brasil, muitos caminhões Volkswagen também não exigem a injeção de ureia, usando o sistema EGR (Exhaust Gas Recirculation) para coibir a emissão destes gases. Resta saber se eles também não usam o tal “sistema enganador” descoberto pela EPA nos EUA.

O assunto é tão grave que Martin Winterkorn, CEO mundial do grupo Volkswagen, divulgou nota oficial dizendo que está “profundamente sentido por ter quebrado a confiança de seus clientes e do público” e que ele e o Conselho de Administração da empresa estão levando o assunto “extremamente a sério”.

É bom que esteja, já que o potencial de dano de imagem que este episódio tem, especialmente nos EUA, é gigantesco. Vale lembrar que os americanos já tinham pé atrás com motores diesel há anos, mas vinham começando a gostar dos novos, especialmente dos da Audi e da Volkswagen. Essa pode ser a pá de cal sobre eles no mercado americano.

 

Espectador invade a pista do GP de Cingapura

Não foi apenas a vitória de Sebastian Vettel ou a batida de Felipe Massa que tornaram o GP de Cingapura digno de lembrança. Um espectador que resolveu entrar na pista no meio da corrida também não vai sair da memória tão cedo.

O homem, que seria inglês e teria 27 anos, foi preso pela polícia de Cingapura depois de caminhar 53 segundos pela pista e passar perto do carro de Sebastian Vettel. O vencedor da prova disse que ele parecia ter tirado uma foto de seu carro quando passou por ele.

Apesar de anedótico, o episódio poderia ter terminado de maneira trágica e ainda vai dar muito pano para manga. Como ele conseguiu acesso à pista? Por que ninguém o impediu? Que garantias Cingapura dará de que a situação não vai mais se repetir? Aguardemos as investigações.

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