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Project Cars Project Cars #263

Chevette Vortec V6: a transformação do Project Cars #263

Bom, agora a partir deste ponto, o Chevette é meu. Comprar de um amigo algo que voce fez pro amigo com o mesmo gosto e empenho que teria feito para voce é algo indescritivelmente legal. No meu caso, desde o início fui fazendo tudo como se o carro fosse meu, pesquisamos juntos várias coisas, tinham muitas peças sobrando na garagem, tudo conspirando a favor.  Este carro começou como um brincadeira, algo não sério demais, algo para ser feito na base do vamos meter pra ver se o V6 cabe nele e boa.

Mas voltando ao carro, o fato é que claro, ficar largado por dois ou três anos e meio não fizeram nenhum bem a ele. De cara mandei dar um tapa na aparencia só para melhorar o que estava bem ruim, não para resolver de verdade o problema. Não era o momento ainda.

De cara ao sair com ele verifiquei um problema de lubrificação e o motor fundiu. Sem nem pestanejar, tirei fora, retifiquei tudo, já coloquei de cara uma nova bomba d’água de alumínio, mandei fazer um radiador baseado nos dos Opalas seis-cilindros mais modernos, porém encurtado para caber entre as longarinas do Chevette.

Também fiz uma modificação no cárter para caber mais um pouco de óleo e facilitar o escoamento do óleo de volta para a parte mais baixa dele. O real problema na verdade era bem simples: a vareta de óleo as vezes ao invés de descer pro cárter, ficava deitada sobre a parte alta do mesmo, sempre tinha óleo, mas não o tanto de óleo que precisava ter. O cárter aumentado resolveu este defeito definitivamente.

Junto com a bomba d’água de alumínio veio um ministarter do mesmo tipo dos originais da Blazer, mas com o focinho para usar o volante de motor menor.

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Neste meio tempo, levei ele de volta a loja de escapamentos que tem uma bela máquina de virar tubos e fiz um par de subframes connectors ligando a parte dianteira das longarinas traseiras ao ponto traseiro da fixação das balanças da suspensão dianteira, que ficam na curva da longarina dianteira do carro. Tal peça visa amarrar  as longarinas e dar mais rigidez estrutural ao monobloco do Chevette, deixando ele mais rigido e apto a se virar melhor com todo o torque extra agora disponível.

Aproveitei o bom momento, comprei bancos novos, refiz o que faltava do interior dele, comprei um jogo de rodas de liga leve de época, que achei numa loja no RJ, Pronto Rodas que tem um forte em rodas antigas e fora de linha.

No caso, o Afonso tinha um jogo cruz de malta, vintage, novo, nunca usado, duas 13X6 e duas 13X7 que foram usinadas, furadas e polidas especialmente pro Tubarão preto. Cereja do bolo, carro antigo com roda antiga. Quem também é antigo vai lembrar da marca: Limbra.

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Neste mesmo tempo, comprei tampas de válvula Edelbrock Elite Series, catei duas polias de billet de alumínio que também estavam meio perdidas ou meio achadas naquela minha garagem cheia de peças e de truques e pronto. Tubinha bem legal agora. Junto acabei achando tambem um conta-giros Autogage de 3 3/8, mais dois relogios mecânicos de pressão de óleo e temperatura da água e pelo menos agora tenho real dimensão do que ocorre embaixo do capo.

Agora posso pensar que o Tubinha preto está em condições de receber a tão sonhada reforma para ficar realmente bom de lata, sem defeitos e sem massas. Tudo foi orientado de forma a ficar o mais old school possivel, como se tivesse sido feito na época dele. Claro, em 1976 não tínhamos ainda o Vortec V6, mas o caminho já estava aberto.

Desmontei ele todo, pedi para retirarem os frisos em torno das janelas laterais, trocar o painel traseiro, raspar completamente tudo o que não estivesse 100% e começar do zero. Esclareço que esta não é a ultima visita dele a oficina. O Tuba nasceu verde, era verde ouro metálico GM 76. O interior era preto, mas sabemos melhor que nenhuma cor no mundo é mais legal que verde com interior bege. Como tudo nele de interior é novo e feito na cor preta, não vai ser agora, mas em breve, algum dia, desmonto ele de novo e meto um banho de tinta verde e um interior bege. Mas isso é mais ali na frente.

Hoje, agora o que vale é livrar o Tubinha de muitos quilos de massa plástica, de muitas funilarias mal feitas, de muito desalinhamento de paineis. Isso o meu amigo Baiano faz bem. O carro desmontado dá até tristeza de se olhar, tudo sujo, tudo bagunçado, pó de lixamento para todo lugar que se olhe. Não fotografei nada nesta fase só para não lebrar de coisa triste, mas na boa, todo o esforço valeu. O carro ficou realmente perfeito de lata e de pintura. Ficou o que deveria ter ficado lá atrás no inicio da bagunça, mas parece que muitas oficinas se recusam a fazer o direito, o certo, o que tem que ser feito logo de primeira e assim vamos tocando o barco.

O carro hoje se encontra de volta em minha garagem, aguradando eu ter algum tempo para mexer nele novamente, fazer a instalação da nova linha de combustível, revisar alguns detalhes e por ele para andar forte de novo.  Junto com isto virão os adaptadores para por rodas 14 na traseira, mais alguns detalhes extras que tenho aqui reservados.

Mas isso fica pra parte final em breve!

Por Alexandre Garcia, Project Cars #263

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