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Conheça os hatchbacks médios com a melhor relação entre peso, potência e preço

Depois de publicarmos a primeira reportagem sobre quem cobra menos pela melhor relação peso/potência, o interesse demonstrado pelos leitores nos encorajou a explorar mais a planilha que criamos, mas com foco em cada um dos segmentos de mercado do país. Como o primeiro post já revelou boa parte dos modelos de entrada do Brasil, resolvemos partir para o segmento que desperta mais interesse depois dele: o de hatchbacks médios. Pelo menos o dos petrolheads de plantão.

O raciocínio é o mesmo usado na reportagem anterior: dividir potência por peso e, posteriormente, por preço. E a gente inclusive vai repetir a calculadora, para facilitar a vida de quem não a viu na reportagem anterior.

Muitos leitores comentaram que isso dá ao preço um valor muito mais alto do que peso ou potência na fórmula e é verdade, mas preferimos que fosse assim. Poderíamos soar parciais ao dar mais peso a um ou outro quesito. Ou mesmo omissos, diante do custo do automóvel no país.

Mesmo com o câmbio extremamente desvalorizado, um Ford Focus 2.0 SE, exatamente igual ao vendido no Brasil, inclusive com motor flex, custa US$ 18.680, ou, com câmbio de R$ 3,50, exatos R$ 65.380. Ou R$ 14.610 a mais do que ele custa por aqui. É R$ 4.610 mais em conta do que o 1.6 manual feito na Argentina!

Diante disso, triamos todos os hatchbacks médios à venda no Brasil, nas versões mais baratas com cada motor oferecido pelas fabricantes, e chegamos aos modelos que apresentaremos a seguir. Um dia a gente faz um índice com tudo isso em mente. Aguardemmmm.

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Lembramos que essa lista não é recomendação de compra, inclusive porque ignora uma série de aspectos, como dirigibilidade, conforto, segurança, economia etc.

 

1º – Ford Focus SE 2.0 PowerShift – (16,39)

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Se o preço fosse tão determinante, o Focus 2.0 provavelmente teria ficado na rabeira desta lista, mas, como dissemos, o que importa aqui é o equilíbrio entre peso, potência e preço que interessa. E o modelo da Ford se deu muito bem, especialmente por seu motor 2.0 de injeção direta, com 178 cv.

Como o Focus Fastback só usa o motor 2.0, ele é uma opção mais em conta do que o hatch. Na classificação geral, ele ficou em 97º. O Focus hatch é o 99º.

 

2º – VW Golf Comfortline (15,31)

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O Golf Comfortline também não é barato e é relativamente potente (140 cv), mas é sua plataforma, a MQB, que leva todo o mérito neste caso. Construída com aços de alta resistência, ela torna o hatch da Volks um exemplo de leveza — tem apenas 1.238 kg. E é por conta dela que o carro conseguiu o segundo lugar.

 

3º – Fiat Bravo Essence (15,19)

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O Bravo não é exatamente leve nem potente, mas, entre os concorrentes, é o mais barato. Se custasse ainda menos, poderia ter ido melhor na lista. Sua potência é razoável (132 cv), mas fica abaixo da do motor 1.4 turbo do Golf, por exemplo. Em sua, seu trunfo é preço. E é ele que a Fiat deveria explorar até a chegada de um sucessor.

 

4º – Peugeot 308 Allure 2.0 (14,87)

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Outro que apela para o bom preço, o Peugeot 308 deve ganhar uma nova aparência em breve. Isso se a marca francesa se limitar a sua geração atual em vez de fabricar na Argentina a nova, que se baseia na plataforma modular EMP2. Essa seria uma competidora interessante para o Golf. Como está, ela depende de preço e da boa potência de seu 2.0 (151 cv) para se dar bem neste lista.

 

5º – VW Fusca 2.0 TSI (14,79)

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O motor 2.0 TSI, com 211 cv, é o mesmo usado no Jetta, mas em um carro bem mais leve. Ainda que o estilo tenha seu preço (R$ 104.270, quase o mesmo do Golf GTI), é o peso a mais da plataforma PQ35 que o atrapalha.

 

6º – Ford Focus SE 1.6 (14,72)

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Para um carro médio com motor 1.6, e com uma potência relativamente pequena para seu porte (135 cv), o Focus precisaria custar ou pesar menos para ficar entre os primeiros. Como não faz o primeiro e não consegue chegar no segundo, o sétimo lugar está de bom tamanho.

 

7º – Peugeot 308 Griffe THP (14,46)

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O motor THP, que fez maravilhas ao Citroën C4 Lounge, rende apenas 165 cv no 308. E apenas com gasolina. Quando o carro for renovado, e ganhar a versão flex do THP, sua colocação certamente vai melhorar. Isso se a Peugeot não resolver aumentar seu preço por conta disso. Uma redução, aliás, seria muito bem-vinda.

 

8º – Chevrolet Cruze Sport6 LT (14,22)

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Com sua nova geração apresentada no exterior, exatamente sobre uma plataforma modular e mais leve, a D2XX, o Cruze deve ganhar também um motor turbo. Fala-se em um 1.4 ou em um 1.5 de 160 cv, uma escolha mais provável, por conta do torque em baixa mais expressivo. Até lá, o Sport6 terá de se conformar com a plataforma mais pesada e o motor menos potente. O nono lugar, levando isso em conta, não é nada mal. A versão da foto é a LTZ, bem mais cara; a GM não tem imagens da LT.

 

9º – Peugeot 308 Active (14,03)

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O motor 1.6 de 122 cv com etanol pode ser considerado suficiente para o 308 por muitos motoristas, mas tem de suportar um peso razoável (1.318 kg). O que o salva é ser o segundo hatch médio mais barato do Brasil.

 

10º – Hyundai i30 (13,96)

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Quem quase apareceu muito melhor entre os dez melhores equilíbrios entre potência, peso e preço foi o  Hyundai i30, mas a linha 2016 chegou com um aumento de R$ 9.500: pulou de R$ 76.490 para R$ 85.990. Por mudanças visuais daquelas que só um observador dos bons saberá apontar. Pulou de preço e pulou fora das melhores posições. Menos mal que ainda pegou a lanterna.

Dos modelos de luxo, os que se saem melhor são os seguintes:

1º – Volvo V40 Comfort T4 – (10,74)

2º – BMW 120i (10,37)

3º – Audi A3 Sportback 1.8 (10,13)

4º – Audi A3 Sportback 1.4 (9,38)

5º – Mercedes-Benz A200 (9,20)

6º – Mercedes-Benz A250 Sport (8,48)

Note como as notas são bem mais baixas, ainda que alguns deles tenham motores muito potentes. Culpa do preço. E da disparidade dos preços de modelos luxuosos para os comuns. Por aqui, ela é grande demais.

Veja todos os hatchbacks médios e suas classificações abaixo:

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