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Project Cars Project Cars #162

Meu Opala na dragstrip: a história do Project Cars #162

Saudações, amigos e leitores do Flatout. Meu nome é Hiury Amaral, sou de Florianópolis/SC e vou contar a história do meu Opala 1982 de arrancada, o Project Cars #162.

Minha história com os Opala e outros carros grandes das antigas é de longa data. Meu avô era revendedor de carros e sempre trazia um Opala, um Dodge ou um Galaxie para casa. E apesar de ser pai da minha mãe, meu vô acabou influenciando meu pai, que por final me influenciou. Então já imaginam quais foram os carros que queria ganhar de 18 anos não é?

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Os Dodges já estavam caros, assim como os Mavericks. Por isso acabei escolhendo o Opala, que é o que eu podia comprar. Procuramos bastante até o dia em que um amigo me ofereceu este Opala que tenho até hoje. Na época o carro era simples, trata-se de um Opala Diplomata branco Everest com teto de vinil “Las Vegas”, já equipado com o motor seis-cilindros preparado com um retrabalho no carburador DFV 446, coletor de escape dimensionado e taxa de compressão aumentada. Como o câmbio era original, do motor quatro-cilindros que veio de fábrica no carro, as relações eram curtas e excelentes para arrancadas mais rápidas.

O burnout inaugural

Com o negócio fechado, quase fiz minha primeira c*gada. Como ia andar diariamente com o carro e o consumo era absurdo (algo em torno de 3 km/l) eu ia instalar um kit de gás natural. Sorte que meus amigos entraram em cena e me fizeram voltar atrás. Acabei comprando outro Opala, um quatro-cilindros, instalar o kit GNV e assim não matar o seizão do Diplomata.

Agora tinha meu carro do dia-a-dia e o meu brinquedo de finais de semanas. E foi nesses finais de semana que pintou a idéia de colocar o carro para rodar no campeonato catarinense de arrancada. Daí já viu né? O que era para ser uma brincadeira de um final de semana se espalhou como uma doença na família que resultou três Opalas preparados — fora o quatro-cilindros, que continua firme e forte como ajudante do dia-a-dia — agora sem GNV.

Aquecimento

Continuando a história, após a contaminação pelas competições de arrancada, veio a idéia de aperfeiçoar a preparação do motor seis cilindros. Foi ali que cometi uma c*gada do Projeto, e por isso sempre aviso aos amigos gearheads para não fazer igual: comprei uma mecânica pronta de um “amigo”, que deveria me entregar um motor perfeito e redondo, mas no fim só foi possível aproveitar o carburador!

Este projeto consistia em um carburador Weber 40, comando SOBE nacional com 286º (infelizmente é tudo o que eu sei a respeito), juntas o’ring, pistão de maior diâmetro (quatro polegadas), conjunto mecânico balanceado com polia Dumper, além o câmbio de cinco marchas da S10 e diferencial Dana 30 com relação 3,54. Era um conjunto bacana para a rua, mas não muito eficiente para competir na dragstrip.

Mas praticamente nada prestou. Até o câmbio teve que ser arrumado para poder ser reutilizado. Após o desespero inicial, fomos atrás de quase tudo novo, e o novo setup do motor passou a contar com cabeçote retrabalhado, válvulas de maior diâmetro da chevrolet Blazer, molas, pratos, travas e tuchos da Isky, e um comando de válvulas da mesma marca com 278º de levante. A junta seria de cobre.

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O resto da receita continuou igual ao motor que deveria ter sido me vendido, mas agora funcionando de verdade e com desempenho de assustar. Nas próximas histórias vou contando melhor os detalhes de cada etapa de preparação do carro até o atual momento. Um abraço, e até a próxima!

Por Hiury Amaral, Project Cars #162

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