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Motor V8 e 455 cv em uma Toyota Hilux: o jeito certo de comemorar um recorde

Os fabricantes que atingem 1 milhão de unidades vendidas de algum carro costumam usar uma foto quase padrão na comemoração: um monte de operários reunidos no chão de fábrica em torno do milionésimo carro, que traz acima ou no para-brisa a marca de 1.000.000. Mas tem gente que sabe comemorar 1 milhão de unidades em grande estilo, como é o caso da Toyota da África do Sul. Por lá, ao atingir 1 milhão de Hilux vendidas, a empresa resolveu trocar o motor diesel da picape por um V8 5.0 de competição. Com 455 cv a 6.000 rpm. É ou não é o jeito certo de celebrar?

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No caso da Toyota sul-africana, o tempo talvez ajude a explicar a efusividade da comemoração. Naquele país, a Hilux é vendida desde 1969, ou mais exatamente desde sua primeira geração. Nestes 46 anos, só agora, em sua sétima geração, ela conseguiu chegar à marca de 1 milhão de unidades. Haja espera!

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Mas ela valeu a pena. Veja no vídeo abaixo como a picape ficou, o som que ela produz e quais foram as etapas da transformação.

O cara falando no vídeo é Glyn Hall, chefe do departamento de automobilismo da Toyota South Africa. E, como se pode ver, ele descreve a mudança em detalhes, muito além da adoção do motor 5.0, vindo da Lexus e normalmente encontrado apenas sob o capô de carros como o cupê RC F e o sedã IS F.

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A Hilux sul-africana foi batizada de “Toyota Hilux Racing Experience”. E a ideia, desde o princípio, foi criar uma picape o mais parecida possível com a usada para correr o Paris Dakkar. Baseada ainda na sétima geração da picape, já que a oitava ainda não foi lançada na África do Sul, a Racing usa uma série de itens especiais.

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Para começar, o motor usa um sistema de admissão de ar de baixa restrição, o que permite que ele desenvolva mais potência. Seu sistema de gerenciamento de injeção eletrônica é Pectel Cosworth. A transmissão é a mesma da Hilux diesel, a D4D, mas com diferenciais dianteiro e traseiro mais curtos, já que o 5.0 V8 gira muito mais do que o motor original. O sistema de exaustão, para acompanhar o de admissão, também é livre, assim como o da picape de competição.

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Os discos de freio também são de corrida, com discos de 350 mm e pinças de alumínio de seis pistões fornecidos pela Powerbrake na dianteira. Hall não fala sobre os freios traseiros, mas eles aparentemente são os mesmos da picape comum, a tambor… Algo dentro da filosofia dos caras de manter a picape o mais próxima da versão de série quanto possível.

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Se deu para conservar os freios traseiros, em razão da baixa exigência, o mesmo não se pode dizer da suspensão. Os amortecedores foram trocados por outros, com ajuste de compressão e de retorno, a suspensão foi rebaixada (Hall também não fala em quanto) e as molas traseiras foram substituídas por outras, mais macias, já que a picape nunca vai carregar peso na vida.

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O custo da modificação foi de 1 milhão de rands, moeda da África do Sul. Em reais, isso dá cerca de R$ 280 mil. Preço que muito picapeiro por aí pagaria alegremente para ter um canhão destes nas mãos. Um monte de gente teria feito suas encomendas do carro na África do Sul. Pena que, pelos planos da Toyota, só uma Hilux será assim. Essa que você vê nas fotos.

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