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O que acontece quando você mistura Mad Max, armas de paintball e karts envenenados? Um vídeo épico!

Em um caso raro, “Mad Max: Estrada da Fúria” (Mad Max: Fury Road, 2015) mostrou-se um grande sucesso de público e crítica. Normalmente, quando Hollywood decide retomar uma trilogia clássica, o resultado não é tão bom assim (quem assistiu aos episódios I, II e III de Star Wars que o diga). Só que o novo Mad Max tem uma boa história, efeitos especiais convincentes, ótimos personagens e, claro, uma dose cavalar de destruição no deserto. E, claro, tem os carros, sobre os quais falamos aqui.

Uma das coisas mais legais do filme são as cenas de perseguição, verdadeiras batalhas campais sobre rodas com trocas de tiros, lança-chamas usados como pistolas d’agua e um trabalho impressionante dos dublês, visto que o diretor George Miller fez questão de limitar o uso de computação gráfica ao mínimo necessário.

O resultado pode ser conferido ao longo de todo o filme e, para nossa felicidade, as cenas de perseguição estão espalhadas por todo o YouTube (os produtores não parecem se importar).

Agora, se você acha que já viu de tudo, espere até ver esta recriação que, aparentemente, junta um pouco de todas as perseguições de Fury Road em três minutos. O detalhe: os carros usados são karts, enquanto as metralhadoras e lança-chamas foram trocados por… armas de paintball.

Trata-se de uma produção do videomaker americano Devin Graham, que é conhecido na internet como Devin Supertramp. Morador de Salt Lake City, em Utah, ele aproveitou o cenário desértico de sua terra natal para criar esta partida de paintball pós-apocalíptica. Nela, “Mad Max” defende, com seu Interceptor em miniatura (movido por um pequeno motor monocilíndrico, e não um V8 supercharged como o original), uma Dodge Ram com um tanque de combustível na caçamba. A crise do petróleo deve estar braba depois do apocalipse.

Se sua conexão for boa e seu computador robusto, assista em HD ou 4K. Vale a pena!

Além do Interceptor (que nos parece ligeiramente baseado em um Corvette C3), há um punhado de outros karts modificados com rodas maiores, gaiolas e penduricalhos pós-apocalípticos. Os criadores dos veículos, Andy Sims e Seth Jones, passaram oito semanas desenhando e construindo os carros, e conseguiram reproduzir (em menor escala, claro) muito bem atmosfera do filme.

Se o curta de três minutos tem jeito de superprodução, com fotografia, sonoplastia e caracterização excelentes, é porque a própria Warner Bros deu uma mãozinha nos custos e recursos. O making of abaixo dá uma boa ideia de como o vídeo foi feito. Para se ter uma ideia, cada uma das câmeras usadas – a Epic-M Red Dragon, com corpo de fibra de carbono e suporte da lente de magnésio – custa entre US$ 30 mil e US$ 50 mil (algo entre R$ 100 mil e R$ 70 mil).

O patrocínio da Warner Bros não veio por acaso: o vídeo foi feito para divulgar o novo game de Mad Max, que será uma mistura de Twisted Metal e Vigilante no universo da franquia e tem lançamento previsto para o dia 1º de setembro. Não deixe de conferir o trailer interativo, lançado nesta semana, abaixo:

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