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Project Cars Project Cars #132

Project Cars #132 – pai e filho juntam-se na restauração e preparação deste Dodge Charger R/T 1977

Fala, Nação Gearhead! Meu nome é Marcus Vinícius, tenho 19  anos, sou de Belo Horizonte e estudo engenharia mecânica. Eu poderia falar sobre quando começou minha paixão por carros, mas prefiro falar que nasci assim.

Passei por todas as etapas de um aspirante a petrolhead. Quando tinha uns dois anos, sem mesmo falar, pedia à minha mãe para ler umas revistas com histórias de alguns modelos para mim (e provavelmente a primeira coisa que disse era relacionada a carros). Aos cinco anos, passava horas jogando Need For Speed, Gran Turismo e um jogo de rali para PC que não consigo lembrar o nome.

Achava aqueles carros do WRC sensacionais, principalmente os Subaru. Não gosto muito de falar sobre isso, mas no início da adolescência, eu curtia muito os carros tunados de Velozes e Furiosos e NFS Underground. Depois dessa crise, voltei a apreciar as carangas que via nos jogos da minha infância: F355, Diablo SV, NSX, WRX STI e EVO. Sempre me surpreendo pela influência desses jogos.

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Ainda na escola, fiz grandes amizades devido ao gosto por automóveis. O que acho mais legal deste universo é a amizade e a convivência com os amigos que também curtem carros. Talvez por isso eu seja avesso às rivalidades e rixas entre clubes e tribos. Gosto de Mopar, mas o que me impede de apreciar um Passat? Cada carro tem uma particularidade que, se bem compreendida, pode deixar o carro ainda mais legal. Talvez seja esse o motivo de tantos carro diferentes no Project Cars.

Aqui em casa sempre fomos ecléticos com a escolha dos carros. Durante minha infância tivemos um Apollo vinho, que apenas lembro que era bem ruim de curva. Depois dele veio um sistema de som com uma Elba prata em volta, na qual eu descarreguei a bateria milhares de vezes para curtir uma boa música. Voltamos para os sedans com um Tempra também prata, 2.0 16V, bem confortável. No começo da minha adolescência meu pai trocou o Tempra em um Clio hatch 1.6 16V, que arrancou elogios até da minha mãe, pelo desempenho e pela dirigibilidade.

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Mais tarde, sai o hatch, entram um 4×4 e um 1.o: Mitsubishi Pajero TR4 manual e Mille Top. Minhas primeiras lições de direção foram nos dois, com meu pai me ensinando, como manda o figurino. Trocamos o Uno em um 500 (meu daily driver, que só troco por um Abarth) e meu pai pegou um sedan com mais de 200 cv, como ele queria. SUV para minha mãe, sedan para meu pai e hatch para mim. Sensato. Não! Falta o Dodge!

 

O Dodge Charger

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Meu pai comprou esse Dodge Charger seis meses depois do meu nascimento. Era o único carro da casa e o primeiro do meu pai. Até a viagem da lua de mel foi feita no Dodge — eles foram para Trancoso (BA) um lugarejo, que na época, em 1993, tinha o acesso feito apenas por estrada de terra. Em outra viagem que meu pai me contou, ele e minha mãe foram ao Parque Estadual do Ibitipoca, com acesso também por estrada de terra, onde somente Jeeps, Fuscas e Brasílias habitavam, e lá no meio do estacionamento o Charger dourado chamava a atenção — e mais: sem problemas mecânicos. Meus pais sempre viajavam e saiam com a caranga e ela nunca deixava-os na mão. Exceto quando iam passear pela área nobre de Belo Horizonte, onde o Dodge sempre parava. Como diz meu pai, ele é um carro tímido.

Em 1997, construímos nossa casa e nesse período o Dodge foi usado para carregar tudo que era necessário para a obra e isso o deixou em um estado razoável (ele era perfeito). Por volta de 2000, uma moça nos fez o favor de bater na lateral direita do carro, por toda sua extensão. Meu pai acabou encostando a barca na garagem. Depois desse acidente não andei mais nele, o que significa que eu não lembro como era andar no Dodge — o que me deixa maluco! Afinal, temos um Charger R/T e eu não lembro de andar nele! Quando parei para pensar nisso, pedi ao meu pai para reformá-lo de uma forma mais legal, afinal, nós dois curtimos modificações de bom gosto.

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O projeto

Começamos o projeto em 2012, quando finalmente o Dodge foi para mão de um excelente mecânico, Wallace, que nos mostrou um Charger, uma Ferrari 308 e um Cuda, todos feitos por ele. Vendo estas máquinas em sua oficina, eu e meu pai decidimos uma coisa: o Charger ‘’sofrerá’’ um swap. Acho o Hemi um motor especial pelo seu desempenho peculiar e pela sua história. Meu pai quer um carro bem forte, para não fazer feio nas arrancadas, logo decidimos por um Hemi 5.7 com mais de 400 cv e, claro, roncando bonito.

Sou louco com essa sinfonia da marcha lenta do Dodge.

Curto muito um carro firme, com bom comportamento, bons freios, boa direção, então upgrades na suspensão, nos freios e na carroceria (rigidez também ajuda) serão bem vindos. Diferencial autoblocante ele terá com certeza. O que não decidimos foi o câmbio. Talvez um de cinco marchas.

Com relação à estética: curtimos muito o visual original do carro, portanto não mudaremos muitas coisas. Penso apenas em um jogo de rodas Torq Thrust ou outra do mesmo visual. Hoje o carro está na etapa de lanternagem, consertando a c4gada da moça ruim de volante. Daqui a uns quatro meses ele passará para a próxima fasee, que será a mecânica. Vamos deixar a pintura por último, para não correr nenhum tipo de risco (desculpem pelo trocadilho).

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Por enquanto é isso, galera. Esse é o nosso projeto (não é, José Rogério ?), feito não apenas pela máquina, mas, como eu disse no início, pela amizade, pela convivência e pelo gosto em comum entre pai e filho. Obrigado pelo espaço para contar minha história e até o próximo post, pessoal!

 

Por Marcus Vinicius, Project Cars #132

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