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Project Cars Project Cars #137

Project Cars #137: preparando o Lancer Sportback Ralliart para andar (mais) forte

Olá a todos. Meu nome é Allan Pinheiro, e este é o primeiro post sobre o meu Mitsubishi Lancer Sportback Ralliart, no qual farei algumas modificações mecânicas. Mas antes, gostaria de iniciar esse post falando dos meus carros anteriores. Meu primeiro carro foi um Focus 2009 cinza 1.6 manual, um dos carros que mais gostei de dirigir até hoje. Se isso era impressão de menino por ser o primeiro carro ou se era realmente bom, não sei dizer.

Infelizmente acabei perdendo o controle do carro em uma curva e subi uma calçada um pouco alta (ok, era bem alta). O carro teve esse triste fim, mas acabou se tornando o início de uma idéia. Com o dinheiro do seguro, tive a oportunidade de escolher um carro novo. Pretendia pegar um carro turbo — a idéia inicial era comprar um hatch turbo manual —, mas na época meu pedido do Bravo T-Jet acabou atrasando muito e acabei pegando um 408 THP. Sim não era hatch, nem manual, mas como o 308 THP ainda não havia sido lançado, foi o jeito.

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Esse foi finalmente meu primeiro “projeto”: rodas em grafite do 308 THP e paddle shift. Paddle shift no 408, sim, você deve estar pensando que isso deveria ser item de fábrica, eu concordo. Depois de certo trabalho junto com meu irmão, conseguimos um paddle shift 100% funcional. Aparentemente era o primeiro do Brasil, penso até que tenha sido o primeiro 408 do mundo a ter, meu irmão cedeu a “fórmula” do paddle shift e hoje em dia dezenas, senão centenas de 308 e 408 têm paddle shift no Brasil.

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Depois de exatamente 365 dias com o 408 THP, troquei de carro pelo meu atual projeto. Na mesma semana que comprei meu Ralliart, meu irmão comprou um Evo X, parecendo meninos com brinquedos novos.

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Na segunda semana com o carro novo, levei o primeiro sacode que me fez pensar em mexer mesmo no carro. Do meu lado, um BMW 650i Cabrio, o cara me deixou sair um pouco na frente e depois sumiu de vista. Esse momento me deixou com a pulga atrás da orelha: “Preciso mexer nesse carro, essas coisas não podem mais acontecer.”

Após dar uma esfriada nesse desejo com o tempo, pedi de natal um catback Borla para o meu carro. O pedido atrasou um pouco e infelizmente (ou felizmente) o catback não foi para debaixo da árvore. No mesmo dia que chegou, eu e meu irmão levantamos o meu carro e instalamos. Naquele momento acendeu novamente a chama que me fazia querer um carro mais potente.

Aquele som era lindo; dava vontade de nunca mais parar de dirigir. A melhor parte é que o som ficou mais bonito com o tempo. Para quem não conhece carros, vinha a pergunta: “é V8?”

Foi ouvindo esse som e vendo alguns conhecidos mexendo que resolvi começar a fazer algumas coisas no carro. Infelizmente aconteceu um pequeno imprevisto, com 8.000 km os freios acabaram, as pastilhas da frente estavam no fim e simplesmente quebraram e começaram a destruir o disco.

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Fui na concessionária, a garantia não cobria e na revisão de 5 mil Km não notaram que a pastilha estava no fim. Pedi o par de discos e as pastilhas dianteiras… não tinham. Perguntei o prazo: 20 a 30 dias. Obrigado, Manaus!

Desisti de comprar as pastilhas na concessionária e após falar com alguns donos de RA (Ralliart), decidi comprar pastilhas Hawk HPS e discos slotados Stoptech e juntamente com eles, me veio a vontade de vender o carro. Os freios acabaram muito cedo e a concessionária não tinha peças para o meu carro. O que eu ia fazer com ele?

Após a chegada das pastilhas e discos, me aprofundei na venda do carro… sem sucesso! O jeito foi ficar com ele. Começou a temporada de arrancadas na pista de Iranduba (AM) e após muito enrolar, decidi levar o carro pra testar. Como o carro não possui Launch Control, tive que me adaptar ao câmbio e à saída do carro. Para o meu susto, meu primeiro tempo foi 9.2s nos 201 m.

Nessa noite andei algumas vezes, entre elas com um Uno Turbo de um amigo, perdi a primeira e ganhei a segunda, a vez que eu perdi vocês podem ver nos vídeos relacionados. Mas também fiz meu menor tempo de carro original. Larguei mal, bem mal, mas fiz 9.0 s contra um BMW 125i.

Depois que meu carro tocou essa pista, decidi mexer de vez. Conversei com alguns amigos e decidi usar como base de modificações o carro de um amigo, Juliano Freitas, na minha opinião o RA mais bonito do Brasil. Começamos a pedir as peças, ele me ajudou bastante nos pedidos em geral e me orientou. Enchi muito o saco dele — ainda encho na verdade.

As peças começaram a chegar e a animação foi aumentando.  Após a chegada de todas as peças, ou quase todas, fui atrás da questão de remapeamento, vi muita gente fazendo pela internet, o famoso e-Tuning, inclusive alguns amigos com RA assim o fizeram, mas queria também alguém que pudesse trabalhar no meu câmbio, foi assim que acabei achando o Ricardo Freitas, o melhor mecânico de Eclipse do Brasil. Começamos a conversar e decidimos o que ia ser feito exatamente no carro.

Mas antes,  para deixar vocês na vontade, vou tratar um pouco das mudanças visuais que aconteceram nesse meio tempo. A primeira mudança foi diretamente na concessionária, antes de comprar o carro, comprei o suporte de placa do Lancer Evo X. Depois o carro ganhou plotagem “Evo Like” — um dechrome frontal que se estende até a parte inferior do parachoque. Decidi também pintar as rodas, pois via vários Lancers com rodas pintadas de grafite, preto brilhante, preto fosco e decidi fazer diferente. Rodas Brancas:

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Muitas pessoas foram contra, mas fazer o quê, né? Comprei também Molas H&R, mudança estética e funcional. Por certo tempo, o carro ganhou xenon 3000K nos faróis de neblina com película amarela como vocês puderam ver no vídeo. Ganhou também plotagem do teto e retrovisor em preto brilhante e aos poucos foi ganhando forma.

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Desde então o carro somente teve todos os adesivos das marcas de peças retirados, só o símbolo da Mitsubishi se manteve no porta-malas. Os detalhes eu deixo para o próximo post, quando também falarei sobre o início do projeto em si e o rumo que ele está tomando. Como teaser, deixo os adesivos que estavam na mala (afinal, adesivos = +5 cv!). Até a próxima!

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Por Allan Freitas, Project Cars #137

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