Project Cars #143: os primeiros reparos e novos faróis para a minha Honda CBR600F 1998

Denis Schiavon 20 dezembro, 2014 84
Project Cars #143: os primeiros reparos e novos faróis para a minha Honda CBR600F 1998

Fala, galera do Flatout! Depois de apresentar minha Honda CBR 600F agora vamos retomar o andamento do projeto. Antes de continuar, contudo, me desculpem pela demora pela segunda parte — os estudos de fim de ano me travaram um tanto. Agora vamos ao que interessa…

Todos sabem que não é fácil, nem barato manter uma moto esportiva, ainda mais se tratando de uma com 16 anos de idade, mas há algumas maneiras de se esquivar-se de certos abusos que alguns vendedores fazem na hora de te vender uma peça, seja na concessionária ou em uma loja de peças. Tenha em mente que sempre haverá uma moto mais barata que use a mesma peça que a sua.

Um exemplo prático: meu relê de partida parou de funcionar e ao fazer a consulta na concessionária me cobraram R$ 150 pela pecinha. Mas aí notei que o relê da Twister tem as mesmas especificações, mudando apenas o formato da carcaça e o preço: custou R$30 e funciona que é uma maravilha até hoje.

Project Cars 2 Denis Schiavon

Relê da Twister Instalado

As bengalas também precisavam ser trocadas, pois havia ranhuras e “mordidas” que faziam o óleo vazar não importava quantas vezes se trocassem os retentores, conforme podem ver na imagem:

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O problema é que não se achava os cilindros em lugar algum, e como o retentor é o mesmo da Honda Falcon, imaginei que os cilindros dela também seriam os mesmos e comprei “no escuro” por apenas R$120 o par! Isso com cromo duro de qualidade!

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E foi quase Plug n’ play, os cilindros da Falcon eram um pouco mais altos, bastou apenas cortar a parte de cima e refazer a rosca, e está nova!

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Tubos internos da bengala da Falcon Instalados

 

Às vezes o problema está nas coisas mais simples

Estava passeando uma vez em um belo dia ensolarado e, do nada, a moto desliga. Tento religá-la a qualquer custo, mas nada acontece. Acabou carregada para um mecânico que me disse que o problema era no CDI e me cobrou R$600 pela troca. Não tinha dinheiro na mão e então carreguei a moto para casa.

Ainda bem que não tinha o dinheiro na hora. Pois ao chegar em casa tentei ligá-la de novo e vi que virando o guidão ela funcionava! Era só um mau contato no chicote da partida.

Encontrei o ponto que estava rompido, remendei e mesmo assim dava falhadas. Mais tarde, testando tudo com o multímetro, vi que era o botão de emergência que estava com os contatos todos praticamente desintegrados. Um fato engraçado que aconteceu é que a moto começou a render mais depois que troquei o chicote e o botão, pois com os contatos daquele jeito ela ficava ligando e desligando rapidamente várias vezes sem eu perceber, achando que as falhas eram regulagem de carburador. Assim me vem a pergunta: que mecânico que ia ter a paciência de ver isso? Talvez eu nunca fosse resolver o problema.

Pesquisando na internet quanto custava um comando do lado do acelerador só achei preços de R$ 300 pra cima. Na concessionária custaria R$520 e ainda levaria um mês pra chegar. Daí parti pra adaptação, achei um comando da Suzuki Yes, foi o que melhor se adaptou, tem um acabamento muito bom e tem o comando de farol, (desligado, luz de posição e farol baixo), igual o meu original. Paguei R$70 e com algumas mudanças no chicote estava pronto.

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Botão novinho em folha

 

Agora um assunto polêmico

Xenônio. Uma coisa para a qual eu torcia o nariz no começo, mas acabou sendo um upgrade que me ajudou muito nas viagens. Eu não gostava da ideia de por só a lâmpada naquele farol antigo, afinal eu não queria cegar ninguém e pesquisando encontrei uma lente projetora Retrofit, e vendo suas vantagens resolvi testá-la.

Por que é necessária a lente? Bem, só com este tipo de lente você consegue direcionar o facho de luz do Xenon de maneira correta, como o exemplo desta foto abaixo:

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Apesar de não ser a foto da minha o exemplo vale, note como o faixo de luz é direcionado, a luz não “espalha”

Retirei a lente e lixei as ranhuras dela até ficar lisa na parte do projetor e fiz o polimento, e a lente foi só encaixar no lugar da lâmpada H4.

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Projetor já instalado

Este projetor pode ser instalado em qualquer carro ou moto que use lâmpadas H4, (mas há no mercado lentes para lâmpadas H3, também). O resultado é uma iluminação plena, direcionada e, melhor de tudo, que não atrapalha quem vem no sentido contrário.

Por enquanto é isso que posso falar, pessoal. No próximo eu vou contar sobre a última mudança que fiz antes de encerrar o projeto. Até lá!

Por Denis Schiavon, Project Cars #143

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