Project Cars #459: a história do meu Fiat Punto T-Jet

Leonardo Contesini 3 fevereiro, 2018 0
Project Cars #459: a história do meu Fiat Punto T-Jet

Olá, galera. Tudo bom? Meu nome é Bruno Mendonça, tenho 20 anos, sou cenógrafo (antes de pesquisarem o que seria isso, eu sou o cara que faz o cenário em festas, baladas, shows e etc.) e moro em São Bernardo do Campo/SP. Como a maioria aqui, desde cedo fui viciado em carros, mas eu mergulhei de verdade por volta dos meus 16 anos, quando comecei a trabalhar como aprendiz em uma empresa de alimentos.

Eu sempre cogitava comprar o meu carro antes dos 18, mas trabalhando como aprendiz eu recebia cerca de 75% de um salário mínimo então não tinha muita sobra. No meio de 2015 estava para acabar o meu contrato e estava certo para me efetivarem, mas uma semana antes de acabar recebi a notícia que não iria ficar na empresa e que deveria aguardar as coisas melhorarem para me chamarem de novo. Bem,  ainda estou esperando.

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Saveiro G3 2001 com rodas Scorro S202 aro 17  Tala 7’’ com ótimos pneus Torque medidas 215/45

“Há males que vem para bem”. A frase caiu como uma luva e comecei a trabalhar em eventos com meu pai apenas para esperar a vaga aparecer de novo. Quando vi já estava tão envolvido no serviço que não daria mais para largar. Em novembro de 2015 fiz os meus 18 e recebi do meu pai a notícia de queele me daria o carro, uma Saveiro 2001 2.0 completa. Isso mesmo você não leu errado, a versão mais rara da Saveiro dessa geração e contava com itens que carros hoje novos não saem como retrovisores elétricos, bancos de couro com regulagem de altura, ar condicionado, porta luvas forrado em feltro, painel superior com soft touch.

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Como eu teria que terminar de pagar o caro para fazer coisas mais bruscas, acabei fazendo o leve como filtro esportivo e difusor de escape. Como eu saia de casa de madrugada para trabalhar não poderia ter um escape direto fixo, mas ela ainda me rendeu boas histórias, como a razão de eu decidir trocar de carro.

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Quando terminei de pagar ela no ano passado comecei a estudar um projeto unicamente meu e que ia ficar muito bom: um motor de Jetta 2.5 com um câmbio de 6 marchas Audi na Saveiro. A meta era uns 230cv aspirado, o problema é que oficinas que se intitulam grandes acharam o projeto muito demorado e cobraram um absurdo pra mim e falando que seria impossível.

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As ponteiras esperando o carro e um JK que colocamos no Gol do meu primo

Fiquei desanimado e parti para o “Plano B”, que era um kit turbo nela apenas para um fôlego e 200cv mas recebi três orçamentos novamente dessas oficinas grandes que foi um de R$ 9.000, um de R$ 12.000 e incríveis R$ 14.000 para turbinar um AP sem forjar, sem injeção programável, apenas o kit e o acerto. Desisti na hora e fui para o “Plano C” que era um turbo de fábrica e comecei a cogitar os Golf GTI e Marea, mas vi que não teria muita confiabilidade em carros de quase mesma idade do meu e decidi pular alguns anos e cair no melhor “custo benefício” no meu ponto de vista: o Punto T-Jet 2010.

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Primeira foto saindo da garagem

Como eu já tinha visto várias coisas do carro como tipos de preparação, rendimentos em cada setup (que pretendo explicar no segundo post) e o investimento relativamente baixo com o que receberia em troca comecei a pesquisar e comprar peças antes de ter o carro como as duas ponteiras duplas de escape e um filtro esportivo. Ainda demorei dois meses para achar o carro em minha cidade e quando apareceu logo abracei e é aqui que abro a primeira atenção: mesmo que seja o carro dos seus sonhos compre com calma, tente ver os defeitos aparentes e compre se você já tiver olhado tudo com carinho pois depois não terá volta.

Como estou falando isso, é claro que não segui nenhum desses conselhos e peguei o meu Punto T-Tjet um pouco maltratado. Mas a emoção foi maior que a razão e aos poucos percebi alguns problemas, como o turbo que não enchia e despressurização. Com uma indicação da loja, levei o carro em um cara que fazia carros turbo para arrancada no começo da década passada e então saberia resolver meu problema. Ele me passou duas peças pra comprar e que elas resolveriam, comprei elas na Fiat e fiquei  cerca de três semanas esperando para instalar as peças.

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Como o cara sempre me enrolava dizendo que não tinha tempo, acabei montando em outra oficina. Também aproveitei e instalei um downpipe de 2,5”, mas o que aconteceu depois de exatamente uma semana? Sim: o carro quebrou. Mas este é um assunto para o próximo post. Até lá!

 

Por Bruno Rocha, Project Cars #459

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