Edição diária: 16/06/2019
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Project Cars Project Cars #15

Chevrolet Chevette 2.2 swap: começando a trabalhar no Project Cars #15

Antes de chegar ao tão esperado Motor Fase 2 GM, eu tenho uma pequena história com o carro, tanto em relação à performance, quanto aprendizado. No primeiro post vocês viram a apresentação, e agora vou falar um pouco da história do carro.

Comprei-o em julho de 2009 de um rapaz de São José dos Pinhais que precisava de dinheiro pra estudar. Ele já tinha começado uma reforma, colocados os frisos da caixa de roda e painel frontal, rodas originais, o motor 1.6 tinha passado pela retífica havia pouco tempo e estava com 2.000 km rodados, e o estofamento estava novo.

Claro que olhando o carro por fora estava bonito, faltando apenas alguns detalhes. Quando comecei a desmontar pra ver a situação… os problemas apareceram: fiação descascada e isolada com fita-crepe, fios passando junto com mangueira de combustível por dentro do carro, faltando parafuso em vários lugares.

Onde tinha parafuso pra segurar alguma coisa notei que sempre tinha um parafuso de cada tipo (até os retrovisores), faltavam borrachas de acabamento nos vidros, os pára-choques estavam amassados, nenhuma lâmpada funcionava (somente o farol), furo no tanque de combustível que fazia o interior do porta-malas alagar quando enchia o tanque, chão do porta-malas podre… e assim vai.

02 - Sufoco

Como não tinha tempo e grana na época pra arrumar isso de uma vez, resolvi fazer aos poucos. Comecei por detalhes, desmontando o painel inteiro e refazendo toda a elétrica do carro, com fita anti-chamas e passando pelos locais originais.
Até que demorou um pouco pra eu achar que a potência do motor 1.6 não era suficiente, acredito que foi um pouco mais de dois anos usando o carro nos finais de semana até chegar junho de 2011 — minhas primeiras férias.

Na época eu era analista de sistemas numa multinacional indiana e quando vi todo aquele dinheiro das férias na conta, não pensei duas vezes e comprei um kit turbo completo para o Chevette! Mas aí iniciaram os problemas, vou explicar o porquê!
Todo o contato que tive com performance até então, tinha sido em visitas ao autódromo em eventos de arrancada, como falei no primeiro post. O problema é que meu conhecimento técnico era nulo. Eu sabia como funcionava uma turbina, mas não sabia que precisava de um carburador específico pra isso. Achei que era só comprar e instalar, e foi aí que precisei me aprofundar mais neste meio.

04 - Turbo

Foi aí que comecei a participar mais do Clube Chevetteiros de Curitiba e a fazer amizade com os associados. Tinha gente com Chevette turbo com motor AP, outros turbinaram o motor de Chevette mesmo, alguns com motor quatro cilindros de Opala e tantas outras opções. A partir daí fiz a coisa certa: aprender primeiro e decidir depois a melhor receita.

O presidente do Clube, Leandro Bittencourt, me explicou que o Clube tinha algumas parcerias e, se eu quisesse, poderia comprar algumas peças com desconto. Aí eu já tinha gasto um dinheirão no kit turbo, e era tarde. Eu poderia ter economizado algo em torno de 30%, mas a pressa é inimiga da perfeição, não é mesmo? Ou ainda, quem tem pressa come cru!

05 - Performance

Depois de várias idas em encontros, troca de informações e idéias com várias pessoas, decidi manter a idéia de turbo no motor 1.6 de Chevette. Claro, começando com um carburador Brosol 2E, muito utilizado em preparações e no futuro já pensando na injeção eletrônica.

Só que apareceu um problema logo após eu ter comprado as peças pra montar o turbo: os freios do Chevette eram originais de 1974 e num sábado de manhã fui a Curitiba comprar peças e fiquei sem freio numa das avenidas mais movimentadas da Capital, a Marechal Deodoro. Pra minha sorte, eram 10 horas da manhã e o tráfego não era intenso.

06 - Freios

Depois do susto, decidi refazer o freio do carro do zero. Pedi indicações no clube, e aproveitei que tinha uma empresa que fazia os freios dos Chevettes de arrancada e já estava especializada em adaptações. A receita é simples: instalar um servo freio com hidrovácuo (inexistente no original) e colocar pinças maiores. Também comprei um diferencial com freio a disco adaptado, que era de um Chevette de arrancada (TT 977).

O piloto Fabiano Pinto, que na época corria com um Chevette Tubarão branco na categoria TT de arrancada, acabou se tornando um grande amigo e fornecedor de peças de performance. Com ele e com outro amigo, o Fabio Adamo, aprendi as dificuldades de se ter e montar um carro de arrancada, mas também tive a oportunidade de andar num Chevette 1.6 Turbo exclusivo!

00 - Abertura

Como sem amigos com a mesma loucura que a nossa é impossível de se evoluir, graças ao Fabiano, o Fabio, o Leandro-Presidente e tantas outra pessoas que me ajudaram desde então, consegui muita informação útil para o projeto do Bruce! Obrigado Clube Chevetteiros Curitiba!

Nos próximos posts detalharei as peças e modificações já feitas e também as dificuldades que passei entre 2012 e 2014. Até lá!

 

Por Danilo Mottin, Project Cars #15

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