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As marcas de cigarro mais emblemáticas do automobilismo – parte 2

A gente não precisa dizer pela terceira vez que fumar faz mata e que ninguém deveria fumar, certo? Há algumas semanas, perguntamos a vocês quais eram as fabricantes de cigarro que tiveram a participação mais marcante no automobilismo. Demos como exemplo a Marlboro, que teve campanhas excelentes ao lado da McLaren e da Ferrari da década de 70 aos anos 2000.

Depois, fizemos a primeira parte da lista com as respostas de vocês. Agora, vamos a mais uma seleção de parcerias clássicas entre marcas de cigarro e equipes de corrida, também indicadas pelos leitores!

 

Rothmans

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Sugerido por: Deyverson Araujo

A Rothmans pode não ser tão conhecida dos brasileiros por seu produto, mas certamente muita gente (especialmente a geração anos 1990) se recorda dos carros da Williams F1 decorados com o branco, azul, vermelho e dourado da marca britânica. A marca patrocinou a Williams entre 1994 e 1997, e o início do contrato coincidiu com a estreia de Ayrton Senna na equipe.

Infelizmente, a marca traz más lembranças para nós, mas seu período na Williams foi muito bem sucedido: em 1994 e 1995 Damon terminou o campeonato como vice-campeão, conquistou seu único título em 1996 e depois Jacques Villeneuve conquistou o título de 1997 com as cores dos maços de cigarro Rothmans.

1997 Australian Grand Prix

Dito isto, anos antes a Rothmans só viveu glórias no automobilismo: entre 1982 e 1987, a Rothmans estabeleceu parcerias com as alemãs Porsche e Opel, que viviam uma fase muito boa naquela época. Os Porsche 956 e 962 com a pintura Rothmans estão entre os protótipos mais bem sucedidos dos anos 80, com vitórias nas 24 Horas de Le Mans entre 1982 e 1987, sendo que a primeira vitória foi tripla.

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Além disso, os anos 80 também trouxeram uma parceria entre Rothmans e Porsche no Rali Dakar: primeiro em 1984, com o Porsche 911, que venceu o Paris-Dakar daquele ano, e depois com o Porsche 959.

 

West

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Sugerido por: Edson Metzger

Em 1996, a Philip Morris deixou a parceria com a McLaren que citamos anteriormente. Para a temporada seguinte, outra fabricante de cigarros, a Imperial Tobacco, foi rápida em ocupar o posto. Assim, em 1997 os carros da McLaren apareceram com a pintura preta, branca e cinza da West.

Foi com a West que a McLaren conquistou seu último título na Fórmula 1. O finlandês Mika Häkkinen venceu oito corridas pela equipe britânica, enquanto seu maior rival, Michael Schumacher (que, ironicamente, era quem tinha emblemas da Marlboro no carro agora), venceu seis. Lembro que, nos anos 2000, a McLaren colocou os nomes dos pilotos nos carros em vez do nome “West”, como consequência do cerco cada vez mais fechado sobre as propagandas de cigarro não apenas no automobilismo, mas de forma geral.

 

Camel

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Sugerido por: Aliados

Antes das cores da Rothmans, a Williams vestiu as cores da Camel – na verdade, a pintura era bem parecida, pois ainda incluía o azul da Elf e o branco da Canon, e foi usada de 1991 a 1993. Foi um período marcante: os Williams patrocinados pela Camel, os FW14 e FW15, eram os mais avançados do grid, com transmissão semi-automática, suspensão ativa e controle de tração que lhes davam muita vantagem perante os rivais, rendendo à equipe dois títulos em 1992 e 1993.

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Naquela mesma época, a Camel também patrocinou a Benetton, que coincidentemente ficou com o vice-campeonato em 1992 e 1993 – na prática, garantindo duas dobradinhas para a Camel naqueles anos. A parceria começou em 1991, mesmo ano em que a Benetton anunciou que Roberto Pupo Moreno faria a dupla de pilotos com seu amigo de adolescência Nelson Piquet naquela temporada.

Piquet também acelerou com o camelo na Lotus, que era patrocinada pela marca antes da Williams e da Benetton, entre 1987 a 1990. Ayrton Senna pegou a pintura nova em seu último ano na equipe e, Nelson se saiu relativamente bem em 1988 com o Lotus 100T e quase se arrependeu do contrato com a equipe com o Lotus 101 de 1989.

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Dito isto, a Camel também ficou famosa por patrocinar categorias inteiras. O Camel Trophy, prova de endurance em vias públicas realizada na América do Sul entre 1980 e 1998, foi considerado uma das provas mais importantes do circuito, ao lado do Paris-Dakar.

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A Camel também foi a patrocinadora da IMSA GT, uma das categorias de turismo da International Motor Sports Association dos Estados Unidos, entre 1972 e 1993, período durante o qual a categoria foi chamada de Camel GT Series.

 

Hollywood

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Sugerido por: Cristiano

Nós mesmos citamos a Hollywood recentemente: a marca de cigarros teve presença marcante no automobilismo brasileiro nas décadas de 60 e 70, participando de categorias de turismo, monopostos (como a Fórmula Vê e Super Vê) e protótipos nacionais e importados) com uma das equipes mais bem estruturadas e competitivas já vistas no Brasil e investido pesado em divulgação.

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A marca brasileira do grupo Souza Cruz ficou marcada para sempre no automobilismo brasileiro especialmente graças ao Maverick Berta Hollywood, fuçado pelo lendário preparador argentino Oreste Berta e dotado de obscenos alargadores nos para-lamas para acomodar pneus slick de Fórmula 1 ainda mais obscenos e tinha cabeçotes com desenho similar ao do Ford GT40, além de comandos de válvulas, pistões e bielas retrabalhados para entregar pelo menos 400 cv.

Você pode ler mais sobre a equipe Hollywood neste post, e mais sobre o Maverick Berta Hollywood bem aqui!

 

Gold Leaf

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Sugerido por: nós mesmos

Curiosamente, não encontramos comentários sugerindo a Gold Leaf quando fizemos a pergunta – se alguém fez a sugestão, por favor se manifeste. De qualquer forma, não há porque não incluí-la nesta lista, pois a Gold Leaf não foi apenas a primeira marca de cigarros a patrocinar uma equipe de Fórmula 1: ela foi a primeira empresa a patrocinar uma equipe Fórmula 1.

O ano era 1968, e o carro era o Lotus 49, que competiu entre 1967 e 1970 e foi conduzido por caras do calibre de Jim Clark, Graham Hill, Mario Andretti e Emerson Fittipaldi, que fez sua estreia na F1 em 1970 pela equipe britânica. A Golf Leaf, com sua bela combinação de vermelho, dourado e branco, era outra marca do grupo John Player and Sons, cedendo seu lugar à colega de estábulo John Player Special em 1972.

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A JPS era considerada uma marca superior à Gold Leaf em posicionamento de mercado, e a troca de patrocinador foi considerada uma recompensa pelo bom desempenho da Lotus, que começou a receber mais recursos por parte da John Player and Sons.

 

Silk Cut

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Sugerido por: Carlos Eduardo Almeida

É graças à Silk Cut que a estranha combinação de violeta com amarelo é agradável aos olhos dos fãs de automobilismo. Ou melhor, é graças aos protótipos da Jaguar que competiram com as cores da Silk Cut entre 1987 e 1991. Os carros de corrida britânicos ajudaram a interromper a sequência de vitórias da Porsche nas 24 Horas de Le Mans em 1988 e 1990.

O primeiro foi o Jaguar XJR-9, que tinha um V12 de 6,2 litros e 750 cv e, com os pilotos Jan Lammers, Johnny Dumfries e Andy Wallace, venceu as 24 Horas de Le Mans de 1988 com duas voltas de vantagem sobre o Porsche 962C que chegou em segundo lugar.

Em 1990, foi a vez do Jaguar XJR-12, derivado do XJR-9 e equipado com um V12 de sete litros com potência de 740 cv. Com John Nielsen,  rice Cobb e Martin Brundle ao volante, o carro venceu a corrida após 359 voltas – quatro voltas de vantagem sobre o segundo colocado, outro XJR-12.

 

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