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Salão de Detroit 2015

Dodge Challenger “Trans-Am”, Ram Rebel e Jeep Renegade customizado: os destaques da Fiat Chrysler em Detroit

Quem diria que, um dia, estaríamos falando da Chrysler e da Fiat como uma empresa só na cobertura de um evento importante como o Salão de Detroit? Pois as duas fabricantes se fundiram oficialmente no dia 12 de outubro de 2014, e agora toda a família ítalo-americana foi ao primeiro grande Salão do ano para mostrar as novidades. E o que há de novo?

Na verdade, não muita coisa — todos os grandes lançamentos aconteceram mais cedo no ano passado, como os Dodge Challenger e Charger Hellcat e  o Jeep Renegade. Ainda assim, havia muito o que ver nos estandes.

All-New 2015 Ram 1500 Rebel World Debut

O maior lançamento, de fato, foi uma picape. Para nós não faz muito sentido, mas os americanos, como já dissemos, acham normal usar utilitários e caminhonetes grandalhões no trânsito urbano.

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A ideia por trás da Ram Rebel é oferecer um veículo com grande capacidade offroad e apelo jovem. Sendo assim, o visual é bastante diferente do encontrado nas outras picapes da Ram, a começar pela grade preta, que em vez do clássico formato de cruz, ostenta a inscrição “RAM” em letras garrafais — algo semelhante ao “FORD” na grade da Raptor. Os para-lamas também trazem apliques em preto, o que contribui para o visual agressivo da Rebel.

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Aliás, muito se comentou sobre o alvo da Ram Rebel ser a Ford Raptor, mas este não é bem o caso: o V6 Ecoboost da picape Ford prometeu ser ainda mais potente do que o antigo V8 de 6,2 litros e 416 cv, enquanto a Rebel virá equipada com um V6 Pentastar de 3,6 litros, 309 cv e 37,2 mkgf de torque ou um V8 Hemi de 5,7 litros, 400 cv e 56,7 mkgf de torque. Quando equipada com o motor Hemi, a Rebel pode ter tração 4×4 ou 4×2, além de relação final de diferencial de 3,92:1 ou 3,21:1. Já com o V6, apenas tração 4×4 e a relação 3,92:1 estão disponíveis.

Isto mostra que o foco é uma picape de visual agressivo e preço mais acessível (ainda que não tenham sido revelados valores), além do mais importante: boa capacidade offroad, com suspensão elevada em 2,5 cm e equipada com amortecedores Bilstein de calibragem exclusiva, e pneus Toyo Open Country A/T de 33 polegadas de diâmetro e medidas 285/70, calçando rodas de 17 polegadas.

Já a Jeep investiu em exemplares modificados de sua grande aposta para 2015 — no Brasil inclusive: o Jeep Renegade, que usa plataforma da Fiat e será produzido na nova fábrica da Fiat em Goiana/PE. Nosso Renegade será equipado com motores 1.8 Etor.Q de 140 cv e 2.0 a diesel Multijet de 170 cv, como nos foi dito no Salão do Automóvel de São Paulo. Ele também será fabricado em Melfi, na Itália.

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Sendo assim, dois Renegade customizados com acessórios Mopar foram levados ao Salão de Detroit, cada um com uma personalidade distinta: offroad e urbano. O primeiro deles usa como base o Renegade Trailhawk, versão com suspensão elevada, tração 4×4 e reduzida que, nos EUA, usa um motor de 2,4 litros de 184 cv. Ele recebeu diversos acessórios como protetor para o assoalho (skid plate), estribos, rack no teto e estribos — estes, protótipos que poderão ou não se tornar acessórios comerciais. A carroceria verde “Comando Green” é decorada com grafismos em “X”, repetindo o tema das lanternas.

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Já o modelo de apelo urbano foi feito sobre o Renegade Limited, versão topo de linha com visual mais refinado e rodas de 18 polegadas, mas aqui ganhou um visual mais aventureiro, com detalhes em laranja nas rodas pretas e até um rack para bicicleta (com a bike inclusa!) na traseira. Ambos são modelos conceituais que deverão dar origem a novos acessórios no futuro.

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Além do Renegade, a Jeep também levou o Grand Cherokee SRT a Detroit — e pudemos dar uma conferida de perto nas belas formas do utilitário equipado com o V8 Hemi 6.4 de 476 cv e 64,3 mkgf de torque, suficientes para chegar aos 100 km/h em 4,8 segundos.

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O outro modelo customizado pela Mopar era um Dodge: o Challenger T/A, que resgata o nome e o visual do especial de homologação feito para a Trans-Am em 1970.

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Feito sobre o Challenger Scat Pack — ou seja, dotado de um V8 Hemi 392 (6,4 litros) de 492 cv e 65,7 mkgf de torque —, o T/A ganhou a clássica pintura verde “Sublime” e um capô preto com travas e scoop inspirado pelo Viper (que também estava no recinto), além de faróis dos dois lados com dutos de admissão de ar. A estrutura recebeu reforços estruturais para aumentar a rigidez.

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As rodas são enormes, de 20×9,5 pol, calçadas com pneus Pirelli P Zero Trofeo e cobrem freios Brembo com discos slotados e ventilados, enquanto o interior recebeu bancos dianteiros de fibra de carbono (com cintos de competição) e perdeu o banco traseiro em nome da redução de peso.

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Como não poderia deixar de ser, o Challenger T/A recebeu a companhia de seus irmãos de sangue: Challenger e Charger Hellcat, com o motor Hemi de 6,2 litros e 717 cv graças a um compressor mecânico. Aliás, o próprio motor Hellcat estava exposto — um belo V8, por sinal:

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A esta altura você já deve ter decorado as razões para o Hellcat ser fantástico, mas não custa relembrar: trata-se de uma versão de curso reduzido do Hemi 6.4, deslocando 6,2 litros — segundo a Dodge, para preservar o virabrequim. A companhia também diz que 90% dos componentes do motor são novos, o que inclui pistões de aço e bielas de liga, ambos forjados. No topo de tudo, um compressor mecânico de 2,4 litros. O resultado são os tão falados 717 cv que fazem do Challenger e do Charger Hellcat, respectivamente, o muscle car e o sedã produzidos em série mais potentes do mundo.

Mas vamos ao que interessa: eles vêm para o Brasil? Difícil dizer: há a intenção, mas os engenheiros da Chrysler ainda têm dúvidas sobre a qualidade de nosso combustível.

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Por fim, o lado italiano da força. A Fiat ainda atua de forma limitada nos EUA, e por isso o Salão de Detroit recebeu apenas o Fiat 500 — com destaque para o Abarth, com seu 1.4 turbo de 167 cv (leia a avaliação completa aqui!), e o “1957 Edition”, uma edição retrô de um carro que já é retrô.

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Com carroceria azul claro, teto branco e calotas de metal sobre as rodas (que também são azuis), o 1957 Edition vem com motor 1.4 de 101 cv acoplado a um câmbio manual de cinco marchas ou automático de seis.

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Além do 500, a Fiat fez questão de mostrar o 500X, seu crossover com o estilo do Fiat 500 que compartilha a plataforma com o Jeep Renegade e teve sua versão americana revelada no ano passado, durante o Salão de Los Angeles. Sua estreia no mercado está prevista para este ano, em versões com motor 1.4 MultiAir turbo de 162 cv e 2.4 Tigershark de 184 cv — o mesmo do Renegade.

Ainda sobre os italianos, a Maserati também marcou presença com o conceito Alfieri, que há tempos bate cartão no circuito de Salões mundial — para se ter uma ideia, sua estreia aconteceu no Salão de Genebra, em março do ano passado.

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De qualquer forma, é um carro belíssimo, que antecipa a nova identidade visual da Maserati ao mesmo tempo em que homenageia um dos fundadores da marca, Alfieri Maserati. Ele ainda é um conceito, feito sobre a plataforma encurtada do Maserati GranTurismo, mas é possível que se torne um modelo de produção até 2016. Nesse caso, passaria a usar a plataforma do Quattroporte e do sedã Ghibli.

As fotos do Alfa Romeo 4C (o Spider foi apresentado ontem) e do 33 Stradale? Encarem-nas como um bônus!

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